O Rio Grande do Sul coordenou, nesta quinta-feira (16/4), na sede da Invest RS em São Paulo, uma reunião estratégica voltada à descarbonização dos portos, com foco no avanço da energia eólica offshore. Promovido pela Portos RS e pela Invest RS, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o encontro reuniu representantes de portos, investidores e autoridades do setor para discutir oportunidades na transição energética e apresentar o potencial competitivo do Estado.

A energia eólica offshore – que gera eletricidade por meio de turbinas instaladas no mar, aproveitando ventos mais fortes e constantes que em terra – foi uma das principais pautas da reunião, consolidando-se como uma frente relevante para impulsionar investimentos, gerar empregos qualificados e fortalecer cadeias produtivas ligadas à indústria e à infraestrutura.

Para o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, a energia eólica tem que ser uma pauta constante em razão dos impactos no mercado e nas estruturas portuárias. “Quando falamos de transição energética e das novas energias, nós, como autoridade portuária, temos um alinhamento no nosso planejamento estratégico, que contempla ações para nos tornarmos um hub de energia e configurarmos a nossa infraestrutura. Estamos estruturando o nosso papel, a nossa atuação, para fazer isso acontecer”, salientou.

Durante a reunião, o cenário favorável do Rio Grande do Sul foi apresentado aos participantes. Além da potência dos ventos, o Estado se destaca por sua estrutura de licenciamento ambiental bem organizada e por um ambiente de negócios favorável à instalação de empreendimentos tanto de energias eólicas na terra quanto no mar.

O vice-presidente da Invest RS, Eduardo Lorea, reforçou a importância do trabalho conjunto com a Portos RS para aumentar a competitividade do parque logístico gaúcho, sobretudo a partir da estrutura de portos e hidrovias do Estado. “Trabalhamos ao lado da Portos RS procurando inovações, avanços e investimentos que vão permitir que o Rio Grande do Sul cada vez mais se posicione como uma oportunidade plug and play para investidores estrangeiros, novas indústrias e novos players do setor elétrico e do setor marítimo portuário. ”

Oportunidades para o Estado

O Estado está sempre atento às mudanças e inovações que possam trazer melhores condições para o Rio Grande do Sul e, estando adiantado em relação à transição energética, também pode ter vantagem competitiva nos leilões do setor previstos para este ano. Países como China, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Noruega, que já fazem este processo há 30 anos, têm interesse em participar dos pregões futuros.

Para o diretor do Departamento de Promoção Comercial e Assuntos Internacionais da Sedec, Rodrigo Selaimen, a reunião reforçou o posicionamento do Rio Grande do Sul na transição energética, que já vem sendo trabalhado por meio do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável. “Discutir a energia eólica offshore é fundamental para posicionar o Estado como protagonista em um setor bilionário, capaz de atrair investimentos, gerar empregos e consolidar nossa vocação para energias limpas. O governo do RS está comprometido em criar condições favoráveis para que esses projetos se tornem realidade e tragam benefícios concretos para a sociedade gaúcha”, afirmou.

Segundo a presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, o RS é o único Estado do Brasil que tem margem de conexão ao sistema interligado nacional. “Isso permite que grandes projetos possam se instalar para gerar energia no Estado. Ano passado, o único parque eólico que foi feito no Brasil foi no Rio Grande do Sul. Esse ano também, o único projeto que está acontecendo é aqui”, ressaltou.

O encontro deriva dos acordos da Carta de Coalizão dos Projetos-Piloto de Eólicas Offshore no Brasil, documento que formaliza a cooperação entre os governos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte para o fortalecimento e a aceleração da indústria brasileira de energia eólica no mar, assinado na Brazil Windpower de 2025. 

Estiveram presentes na reunião representantes da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH), Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Invest MA, Porto de Itaqui, Mammoet, Tecnomar Engen, Mingyang, Nordex e JB Energy.

Recursos naturais

A agenda está diretamente alinhada ao Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do Rio Grande do Sul, que orienta a estratégia de crescimento do Estado a partir de cinco habilitadores centrais, entre eles o aproveitamento dos recursos naturais. 

Nesse contexto, a energia eólica offshore se insere como uma das principais oportunidades de transformação econômica, ao combinar potencial natural com capacidade de atração de investimentos, inovação tecnológica e desenvolvimento industrial. A utilização estratégica desses recursos, aliada à organização institucional e à previsibilidade regulatória, reforça a posição do Estado como um ambiente competitivo para projetos de grande escala na área de energia renovável.o passado, o único parque eólico que foi feito no Brasil foi no Rio Grande do Sul. Esse ano também, o único projeto que está acontecendo é aqui”, ressaltou.

O encontro deriva dos acordos da Carta de Coalizão dos Projetos-Piloto de Eólicas Offshore no Brasil, documento que formaliza a cooperação entre os governos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte para o fortalecimento e a aceleração da indústria brasileira de energia eólica no mar, assinado na Brazil Windpower de 2025. 

Estiveram presentes na reunião representantes da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH), Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Invest MA, Porto de Itaqui, Mammoet, Tecnomar Engen, Mingyang, Nordex e JB Energy.

Recursos naturais

A agenda está diretamente alinhada ao Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do Rio Grande do Sul, que orienta a estratégia de crescimento do Estado a partir de cinco habilitadores centrais, entre eles o aproveitamento dos recursos naturais. 

Nesse contexto, a energia eólica offshore se insere como uma das principais oportunidades de transformação econômica, ao combinar potencial natural com capacidade de atração de investimentos, inovação tecnológica e desenvolvimento industrial. A utilização estratégica desses recursos, aliada à organização institucional e à previsibilidade regulatória, reforça a posição do Estado como um ambiente competitivo para projetos de grande escala na área de energia renovável.

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