Durante a Missão China 2026, a Invest RS e o Instituto Caldeira estão avançando na agenda de aproximação institucional e colaborativa com o ecossistema chinês de inovação. Pelo menos quatro Memorandos de Entendimento (MoUs) serão assinados com organizações ligadas à tecnologia, às cidades inteligentes, à inovação industrial e à internacionalização de startups. Nesta terça-feira (26/5), foi firmado um documento de colaboração com a HICOOL, plataforma de inovação apoiada pelo governo municipal de Pequim. As assinaturas ocorrem em agendas entre 25 a 30 de maio pelo país asiático.

A HICOOL organiza uma das maiores competições globais de startups. Em 2026, a iniciativa recebeu mais de 10 mil startups inscritas e distribuiu premiações superiores a US$ 17 milhões. O memorando prevê a criação de programas de soft landing para startups brasileiras na China e startups chinesas no Brasil, usando o Instituto Caldeira e a HICOOL como portas de entrada para os respectivos ecossistemas.

Pelo acordo, o Instituto Caldeira também passa também a atuar como parceiro oficial da HICOOL no Brasil, apoiando recomendações de startups brasileiras para programas e competições promovidos pela organização chinesa. A parceria inclui acesso a espaços de coworking em Pequim para Instituto Caldeira e Invest RS e uso recíproco de espaços do Caldeira, em Porto Alegre, por startups e parceiros chineses, além da realização de roadshows, webinars e fóruns conjuntos, entre outras ações.

Segundo o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, a missão à China representa um avanço estratégico na internacionalização do Estado e na conexão com mercados inovadores: “Estamos vivendo um momento importante para a aproximação do Rio Grande do Sul com alguns dos principais ecossistemas de inovação do mundo”, comenta. “A missão na China reforça a parceria entre a Invest RS e o Instituto Caldeira, e a assinatura dos memorandos de entendimento com instituições chinesas demonstra que não estamos aqui apenas para visitar a China, mas para construir cooperação concreta, fortalecer relações de longo prazo e abrir novas oportunidades de inovação, tecnologia e investimentos para o Estado.”

A HICOOL já atraiu mais de 24 mil projetos e 32 mil empreendedores de 145 países, consolidando-se como uma das principais plataformas globais de inovação e empreendedorismo. Apoiado pelo ecossistema de inovação de Pequim, o programa conecta startups a investidores, grandes empresas, universidades e políticas públicas chinesas, oferecendo acesso ao mercado local, matchmaking com investidores, programas de aceleração, espaço físico em Pequim e suporte para instalação de operações na China.

O primeiro acordo foi firmado na segunda-feira (25/6), com a TusHoldings, grupo ligado à Universidade Tsinghua e controlador da rede TusPark, um dos maiores ecossistemas de parques tecnológicos e incubação da China. O memorando estabelece cooperação entre o Instituto Caldeira e a organização chinesa em áreas como inovação tecnológica, educação, pesquisa científica, programas de intercâmbio e desenvolvimento de projetos conjuntos voltados à competitividade de empresas brasileiras.

Durante o encontro, executivos da TusHoldings também propuseram a criação de um Parque Científico e Tecnológico Sino-Brasileiro na China, além da construção de mecanismos permanentes de intercâmbio empresarial entre os dois países, incluindo potenciais conexões com o Banco de Desenvolvimento dos BRICS.

“O ritmo de inovação da China em manufatura avançada, cidades inteligentes e tecnologias verdes é impressionante”, comentou Pedro Valério, diretor-executivo do Instituto Caldeira, durante o encontro. “Acreditamos firmemente que existem inúmeras oportunidades de colaboração entre nossas instituições, e esperamos capacitar empreendedores por meio do compartilhamento de conhecimentos, criando resultados significativos para nossas comunidades de inovação.”

Além do acordo com a TusHoldings e HICOOL, a missão prevê a assinatura de mais dois MoUs ao longo da semana. Na sexta-feira (29), será assinado um memorando com o Shanghai Smart City Development Institute (SCDI), instituição sediada em Xangai e especializada em projetos de transformação digital urbana, smart cities e desenvolvimento de ecossistemas digitais. 

A agenda pela China também prevê a assinatura de um acordo com a Bund FTC e o SPD Bank, instituições ligadas ao ecossistema financeiro e de inovação de Xangai. A Bund FTC atua como uma comunidade de fintech e economia digital voltada à inovação financeira, creators economy e integração entre tecnologia, indústria e capital. Já o SPD Bank é um dos maiores bancos comerciais da China, com mais de 1.700 agências no país e no exterior. A parceria busca ampliar conexões em áreas como fintech, economia digital, inovação corporativa e acesso a redes empresariais e financeiras chinesas.

Missão China 2026

As assinaturas fazem parte da estratégia de internacionalização conduzida pelo Instituto Caldeira em parceria com a Invest RS, dentro da Missão China 2026, organizada pelas duas instituições. A agenda inclui visitas a empresas, universidades, parques tecnológicos e organizações chinesas ligadas à inteligência artificial, cidades inteligentes, transição energética e inovação industrial. A missão passa por Pequim e Xangai e inclui agendas em instituições como Tsinghua University, TusPark, Alibaba, Xiaomi, SenseTime, Megvii, SCDI e HICOOL.

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